Atualmente muitas pessoas vêm buscando meios alternativos para não pagar Tv por Assinatura devido o preço cobrado pelas Operadoras de Tv a Cabo. Como tirar R$ 550,00 do bolso em época de crise para ter todos os canais, sendo que os mais visados pelos assinantes são os Canais de Futebol, Combate e os Adultos. Como justificativa pelo valor exorbitante, muitos consumidores cogitam a possibilidade de investir em aparelhos piratas ou melhor, em receptores FTA para ter acesso ao pacote full da Operadoras de TV.

A ideia não é nova, esses dispositivos para desbloqueio de canais pagos já estão no Brasil a mais de 10 anos. Contudo, de uns tempos para cá, o assunto popularizou-se de uma forma incrível. Nomes populares de receptores como AZBox, Lexuz Box, AZ-America, Duosat e Freesky ganham destaque junto aos consumidores. Esses receptores oferecem facilidades para realizar a liberação dos canais de TV a cabo.
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(Fonte da imagem: servidorcs.com)

Mas, afinal, como funciona um Receptor FTA? É legal utilizar produtos com tal funcionalidade? O que os consumidores que possuem tais aparelhos alegam? Tudo isso e muito mais é o que vamos abordar neste artigo que visa sanar não todas, mas algumas dúvidas.

Canais pagos sem pagar

Antes de explicarmos o funcionamento de um AZBox (um dos mais antigos), vale uma pequena introdução ao modo de atuação de um receptor homologado pelas operadoras. Abaixo, simplificamos em alguns passos como ocorre o processo entre a transmissão do canal e a decodificação no dispositivo que é instalado na casa do assinante, confira:

  1. A emissora transmite todos os canais para todos os assinantes;
  2. O aparelho recebe o sinal através de satélite, cabo ou antena (MMDS);
  3. A transmissão da operadora vem com algumas chaves secretas, as quais servem para identificar o tipo de pacote contratado pelo assinante;
  4. Um cartão instalado dentro do decodificador (chip) possui códigos que vão permitir o desbloqueio apenas dos canais adquiridos;
  5. Depois de validar informações com a operadora, o dispositivo vai liberar o conteúdo do pacote.

 
(Fonte da imagem: ibiubi.com.br)

Antes da chegada dos sistemas IKS, SKS e CS, os aparelhos AZBox e outras marcas funcionavam de maneira semelhante aos aparelhos homologados das operadoras, porém, algumas etapas podem ser diferentes. Antes de mais nada, vale salientar que o esse produto funciona apenas com transmissões de satélite – os dispositivos similares servem para outros tipos de sinais. Veja no esquema abaixo como este decodificador desbloqueia os canais pagos:

  1. Depois de instalar aparelho e a parabólica, o sinal chega até a casa da pessoa normalmente;
  2. O AZBox verifica o tipo de transmissão que está entrando pelo cabo RF;
  3. Nesta etapa, o dispositivo precisa de dois “programas”. Na realidade, esses softwares são códigos para que o receptor consiga interpretar as chaves secretas da TV por assinatura. O primeiro serve para sintonizar os canais, e o segundo para destravá-los;
  4. Se os códigos do produto estiverem desatualizados, então o decodificador vai apresentar mensagens como “Canal codificado” ou “Sem sinal”. Do contrário, tudo vai “florir” perfeitamente;
  5. Diferente dos aparelhos homologados, o AZBox não precisa realizar uma autenticação com a operadora, o que facilita o desbloqueio dos canais.

Observação: O que dava sentido aos aparelhos FTA (free to air) era apenas comprar o aparelho, ter ou não internet e seguir os itens acima. Não era necessário pagar para liberar os código e abrir a imagem. Com a chegada do Nagra3 foi necessário os fabricantes de receptores FTA desenvolver novas formas de desbloqueio, como o IKS, SKS e CS (sistema pago).

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(Fonte da imagem: ftasaltillo.com)

No caso do F90 da AZAmérica, Spider da Duosat e The Rock da Freesky, que são receptores voltados para desbloqueio da NET, o processo é um pouco diferente. Como o sinal é transmitido via cabo, a pessoa que usa o aparelho FTA precisa contratar pelo menos o serviço mais básico da operadora. Depois de adquirir um plano, basta substituir o dispositivo original pelo alternativo.
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Fonte da imagem: servidorcs.com

Gírias especiais e atualização dos códigos

Se você reparou bem na explicação acima, deve ter percebido que utilizamos a palavra “florir” como sinônimo de desbloqueio dos canais. Ocorre que os códigos dos aparelhos AZBox, Lexuz Box e Az-America não funcionam para sempre. De vez em quando, as operadoras trocam todos os códigos secretos para diminuir o número de receptores ilegais captando o sinal.

Quando isso acontece, os proprietários dos dispositivos FTA precisam encontrar novos firmwares na internet ou contratar sistemas CS. Os programinhas de desbloqueio nem sempre são disponibilizados de imediato, pois tudo depende dos fabricantes de FTA disponibilizar novas chaves secretas.

Para evitar que os fóruns, órgãos governamentais e operadoras de TV por assinatura identifiquem com facilidade as postagens com os códigos secretos, os piratas usam algumas gírias para se comunicar e, consequentemente, evitar o bloqueio das mensagens. Veja alguns dos principais termos usados pelas pessoas que usam TV a cabo, vamos dizer, ilegalmente.

Florir = Liberar canal
Adubo = Código de desbloqueio
Jardim = Todos os canais
Flores = Canais
Céu = Operadora de TV Sky
BET = Operadora de TV NET
F90 = Nome dado a um dos aparelhos Lexuz Box

Dito tudo isso, é provável que você esteja curioso quanto à atualização dos receptores. A grande maioria dos decodificadores alternativos conta com porta USB. Assim, tudo que o usuário precisa fazer é baixar um firmware atualizado de algum fórum, copiá-lo para um pendrive e, então, conectar o dispositivo ao AZBox. Alguns receptores mais modernos a instalação dos códigos é muito rápida e automática por que é feito com o aparelho conectado a internet.

Afinal, é ilegal?

Na tentativa de se isentar de culpa, os usuários apelam para uma desculpa que segue certa lógica. O papo começa justamente pelo modo como o sinal chega até a casa das pessoas. Em pequenas visitas a fóruns, pudemos perceber que as pessoas dizem não ter qualquer culpa pelo sinal estar circulando no “espaço público”. Claro, falamos aqui da pirataria de sinais por satélite e antena, pois através de cabo existe a necessidade de contratar um serviço básico.

Os usuários alegam que o aparelho é produzido legalmente por empresas europeias, o que é deveras verdade. Contudo, poucos sabem que a aquisição desses dispositivos é considerada como crime de receptação de mercadoria ilegal. Porque? Caso a pessoa seja pega com um decodificador desses, ela pode ficar em detenção por até um ano. Pode ser que sim, pode ser que não, mas não há casos de usuários domésticos ser detido por este problema.

Existe ainda o problema de acessar a conteúdo com direito autoral. As pessoas não se importam com isso, pois afirmam que obtêm os códigos na web, não efetuando a transferência de arquivos com proprietários para seus computadores. Todavia, vale salientar que usar TV por assinatura sem pagar os devidos valores pode ser considerado como crime de violação de direito autoral.

Apesar de todas essas considerações, as pessoas usam aparelhos FTA de qualquer forma, pois não é tão simples apreender um dispositivo ilegal. Primeiro que a justiça teria de investigar cada uma das casas com satélites ou antenas. Segundo que seria necessário obter mandados para todas as residências que sofressem inspeção. Como fazer isso? Impossível. Não há meios, tampouco funcionários suficientes, para realizar as autuações.

De quem é a culpa?

Quando o assunto é pirataria, fica difícil identificar culpados e quais os reais motivos que levam tantas pessoas a optar pela ilegalidade. Muitos consumidores alegam que usam decodificadores alternativos por conta dos altos preços cobrados pelas operadoras de televisão por assinatura.

Outros preferem dar uma desculpa brasileira e afirmam que não faz sentido pagar por algo que pode ser obtido de graça. A mesma justificava de tantas pessoas que baixam conteúdos ilegais da web e usam softwares piratas.

Entretanto, a culpa da pirataria rolar solta não é necessariamente das pessoas que usam esses aparelhos. Alguns profissionais de telecomunicações veem o outro lado da moeda, jogando a responsabilidade para as operadoras, relatando que as empresas deveriam investir em segurança reforçada e métodos de autenticação mais eficientes.

Por último, o governo leva uma parte da culpa, justamente por não barrar de uma vez por todas a comercialização dos receptores. Apesar de estar proibida a entrada desses produtos no Brasil, a fiscalização não parece ser muito eficiente, sendo possível encontrar vendedores em todos os cantos da internet.

Os verdadeiros criminosos, será?

Se não for ilegal, usar aparelhos FTA é no mínimo levar vantagem. Contudo, as pessoas que acessam os canais pagos e não pagam, não cometem crimes e sim no meu entender, desvio de comportamento. No ramo da pirataria de TV a cabo, alguns dizem que os principais vilões são os que cobram para liberar os códigos ou que muitas vezes criam um sistema para que as pessoas sejam dependentes da compra de novas atualizações. Esse conceito é totalmente furado, porque não tem conhecimento de causa, visto que para implementar um sistema de decodificação do sinal, há um grande investimento de tecnologia e pessoal para que o consumidor tenha o sinal liberado, nesse caso é justo cobrar para liberar.

(Fonte da imagem: exorbeo.com)

Será que compensa?

Aparelhos FTA vêm ganhando muito espaço no mercado, porém, ao mesmo tempo, eles estão cada vez mais na mira das companhias. Para piorar a situação, os preços das TVs por assinatura não baixam, visto que o número de usuários que usam receptores FTA aumenta cada dia mais.

Alguns imbecis, dizem que se todos usarem dispositivos FTA, o serviço de Tv a cabo deixa de existir. É muita imaginação quem pensa dessa forma, visto que não conhece nada desse serviço alternativo e começam a especular bobagem na rede.  E para completar a imbecilidade desses imbecis, acham que um número maior de clientes poderia baixar os valores. Poderia até ser, mas antes dos FTA cobravam ainda mais caro do que é hoje, só começaram baratear com a chegada dos FTA.

O futuro é a TV por Steaming, a Netflix está mandando o recado. Preço barato, só falta entrar os eventos ao vivo.

Não incentivamos o uso dos sistemas alternativos até porque todo mundo é consciente do que é certo ou errado, mas na minha modesta opinião, nossa forma de protesto é essa, não pagar preços exorbitantes para essas operadoras saqueadoras de diversão alheia

Fonte original: tecmundo.com.br

Adaptação do texto: servidorcs.com

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